quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Billie Holiday, autora de Strange Fruit

                                                                                                               Por Ronald Iskin

Na Nova York dos anos vinte e trinta, muitos negros americanos se notabilizavam como expoentes de um novo gênero musical que conhecia ali uma notoriedade de que jamais desfrutaria depois, especialmente após a entrada em cena do rock n’roll nos anos cinqüenta. Viver e trabalhar nos arredores da Rua 52 oferecia a estas jovens estrelas do jazz emergente um nível de reconhecimento social, que, embora de espectro limitado, seria dificilmente desfrutado pelos negros em outras partes dos Estados Unidos nas primeiras décadas do século passado. Nada seria mais coerente, portanto, de que fosse de um destes poucos beneficiados por uma imagem pública a criação de pungente libelo musical denunciando a barbárie de que eram vítimas seus irmãos sulistas.


Billie Holiday já era uma destas estrelas da cena jazística efervescente dos anos trinta. Seus primeiros sucessos para a Columbia, entretanto, em pouco antecipavam as páginas de antologia que se seguiriam com "Good Morning Heartache", "Lover Man" ou "Don’t Explain", mais afeitos que estavam à leveza da swing music, o gênero dançante que abria as portas do jazz num maior número de frentes.

"Strange Fruit" representou uma ruptura de tal ordem neste repertório inicial, que a Columbia, titular de todos seus lançamentos até então, não se interessou em lançá-la, cabendo a um selo de pouca expressão, e mais tarde absorvido pela Decca, a pequena Commodore, a responsabilidade pelo feito histórico. A gravação de Strange Fruit se tornou de tal maneira uma marca pessoal de Billie que a maior parte dos fãs da canção atribuem sua autoria à cantora.

O mais interessante, porém, é que mais do que ninguém a própria Eleanor Fagan se acreditava autora dos versos e da melodia que descreviam corpos negros sumariamente executados tais como “frutos amargos pendurados nos galhos dos álamos”. Mas não era. Abel Meeropol, um judeu caucasiano a cujo pseudônimo, Lewis Allan, também está creditado o hino patriótico "The House I Live In", uma das peças de resistência de Frank Sinatra, é na verdade o dono do crédito.

É isto que nos revela David Margolick em "Strange Fruit- Billie Holiday e a biografia de uma canção" (Cosacnaify). Através da janela aberta por esta curiosa história de autoria controversa ele nos oferece ângulos menos utilizados quando se busca retratar uma das mais marcantes vozes da música popular do século 20, além de resgatar o nome de Meeropol de uma quase total obscuridade, aproveitando para enriquecer nosso conhecimento das coisas do jazz.

A gravação seminal está felizmente acessível em duas edições do disco original da Commodore (uma delas oferece também takes alternativos e interessará mais de perto aos completistas), cuja intensa qualidade musical, aliás, está longe de se esgotar na famosa canção. Para comprová-lo basta ouvir a devastadora versão de "Yesterdays", o clássico de alcance quase operístico de Jerome Kern, cuja longa, e, em princípio, característica frase ascendente inicial Billie simplesmente ignora em favor de um quase recitativo monocórdio, o que nos deixa sem entender como a simplificação dos meios expressivos pode, muitas vezes, causar um efeito mais contundente do que o obtido pela forma estruturalmente mais complexa. Estes sulcos da Commodor e estão, sem chance a dúvidas, entre os mais importantes da carreira de Lady Day.

Margolick aproveita para também nos oferecer um panorama de outras gravações existentes da canção, com destaque para Abbey Lincoln, reconhecido epígono de Holiday, num emocionante álbum duplo ao vivo totalmente dedicado ao repertório da cantora. Aparecem também Dee Dee Bridgewater, que intitula um de seus discos a partir do nome de batismo de Holiday, além de registros de Carmen Mcrae, Nina Simone e mesmo de um talvez improvável Lou Lawls. Baseada na pesquisa de David Margolick, a Arlequim ativou seus distribuidores americanos a fim de recriar este panorama de "Strange Fruit" e de assim iluminar um pouco da história da canção americana.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Abbey Road: 43 Anos Atravessando a Rua


Por Luiz Fernando Silveira
                                                                                                             
Hoje, 26 de setembro de 2012, faz 43 anos do lançamento comercial do LP com a caminhada na faixa de pedestres mais famosa da história do Rock.

Abbey Road é, na verdade, o último trabalho dos Beatles. Por ter sido gravado entre março e julho de 1969 e lançado em setembro do mesmo ano, muita gente pensa que este seja de fato seu penúltimo trabalho ("Let It Be" foi gravado em janeiro de 1969 e lançado em maio de 1970, daí a pequena confusão). Depois das sessões de "Let It Be", a banda já estava desfeita e sem nenhuma perspectiva de voltar a se reunir; houve porém um consenso de que o público merecia um trabalho final mais forte do que o anterior, e em um último suspiro, os Beatles gravam um álbum que para muitos é o melhor de todos.

"Come Together", uma faixa com poderoso elemento funk, abre o disco, seguida por aquela que muitos consideram a música mais bonita dos Beatles, a faixa de George Harrison chamada "Something", que Frank Sinatra citava equivocadamente como sendo de autoria de Lennon & McCartney. Paul está mais romântico do que nunca em "Oh! Darling" e John, ácido e possessivo em "I Want You". George assina ainda outra belíssima faixa, "Here Comes The Sun", mostrando que nessa época estava compondo música de qualidade maravilhosa, o que se pode confirmar no álbum All Things Must Pass, trabalho solo incrível da mesma época. O lindo disco continua com "Because", uma obra vocal sensacional, e a partir daí começa uma seqüência de tirar o fôlego que vai de "You Never Give Me Your Money" - uma crítica ao empresário Allen Klein, que andava subtraindo as finanças da banda - até o final do disco na apropriada "The End".
Este maravilhoso trabalho com sua famosa capa encerra de maneira gloriosa a carreira da maior banda de todos os tempos, e os anos 70 chegariam com a carreira solo comercial de seus integrantes já em plena atividade (antes, com a banda na ativa, John já havia gravado álbuns experimentais, assim como George, e Paul tinha feito a trilha sonora do filme "The Family Way"), para a delicia da enorme e já saudosa legião de ouvintes e de toda uma nova geração que até os dias atuais recorre, no formato cd, aos trabalhos dessas quatro personalidades talentosas e inesquecíveis do Pop/Rock.

Luiz Fernando Silveira é beatlemaníaco de carteirinha e trabalha na Arlequim

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Música na Arlequim: de 07 a 14 de julho


Música para Manoel - Poesia, Música e Dança
Homenagem a Monoel de Barros

“Música para Manoel” é um espetáculo que une três artes – poesia, música e dança – e uma só linguagem: o manoelês. Serão apresentados poemas da obra de Manoel de Barros, intercalados por composições musicais e movimentos de dança. Esta experiência poética é promovida pela dizedora de poesia Carla Vergara, a cantora Gabi Buarque, o violonista Lula Washington, a bailarina Laura Jamelli, com a direção de Cadu Cinelli.
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá. Seu primeiro livro foi publicado no Rio de Janeiro, há mais de sessenta anos, e se chamou “Poemas Concebidos sem Pecado”. Hoje o poeta é reconhecido nacional e internacionalmente como um dos mais originais do século e mais importantes do Brasil.
Sábado, 07/07, às 15hs | Couvert: R$15,00 por pessoa | Reservas: 2220-8471

Bossanovíssima!
Com Tomás Improta (piano), Alfredo Gomes (bateria), José Arimatéia (trompete), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Jefferson Lescowich (baixo). O grupo de samba-jazz apresenta um repertório com os grandes clássicos da Bossa Nova.
Segunda, 09/07, às 18hs | Couvert: R$15,00 por pessoa | Reservas: 2220-8471

Jazz: Tributo a Bill Evans com Jeff Gardner Trio
O pianista norte-americano Jeff Gardner apresentará, ao lado de Jefferson Lescowich (baixo) e Renato "Massa" Calmon (bateria), obras do lendário pianista do jazz Bill Evans. Temas como "Blue in Green", "Very Early" e "Waltz for Debby" estarão presentes no tributo.
Com 17 CDs gravados, Jeff Gardner já tocou com grandes nomes do jazz, como Freddie Hubbard, Eddie Harris, Steve Lacy, Gary Peacock, Billy Hart, Kenny Wheeler e Eddie Gomez (baixista do Evans), além de ter gravado e se apresentado com artistas do porte de Victor Assis Brasil, Dori Caymmi, Gilberto Gil, Mauricio Einhorn, Carlos Malta, entre outros.
Sábado, 14/07, às 15hs | Couvert: R$15,00 | Reservas: 2220-8471


Próximas apresentações:
16/07, segunda, às 18hs: Segunda de Choro: Ronaldo do Bandolim e Rogério Souza convidam a flautista Julie Koidin | Couvert: R$15,00
21/07, sábado, às 15hs: Jazz: Tributo a John Coltrane - "Ballads". Com Tomás Improra (piano), Roberto Rutigliano (bateria), Fernando Trocado (sax), José Arimatéia (trompete) e Paulo Russo (baixo) 
Couvert: R$15,00

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O encontro da voz de Graziella Wirtti e o violão argentino de Matias Arriazu, no sábado, dia 02, na Arlequim


Músicos apresentam repertório autoral, passeando por gêneros e compositores latino-americanos e pela música contemporânea do século XX


No próximo sábado, dia 02 de junho, às 15h, o encontro entre duas “veredas” culturais (Brasil e Argentina), vai tomar o palco da Arlequim, com a apresentação da cantora Graziella Wirtti e do violonista Matias Arriazu. A brasileira Graziella Wirtti (natural de Santa Maria-RS) e o violonista, compositor e arranjador argentino Matias Arriazu possuem uma forma peculiar de interpretar e produzir música brasileira na atualidade. O show explora as diversas possibilidades da música contemporânea e a união de voz e violão de maneira peculiar e profunda. O timbre e a interpretação arrebatadora de Graziela se completam com a sonoridade quase pianística do violão de Arriazu. A escolha do repertório aponta a busca pelo trabalho diferenciado, com músicas autorais, dos folclores brasileiro e latino americano e também de artistas renomados como Guinga, Paulo César Pinheiro, Milton Nascimento, Chico Buarque, entre outros.


Graziela Wirtti é de tradicional família de músicos. Irmã do baixista Guto Wirtti e da cantora Nina Wirtti, a gaúcha de Santa Maria já se apresentou em longa temporada na Comuna do Semente, na Lapa, e também no Teatro Ateneu, em Buenos Aires. Dividiu o palco com Itiberê Zwarg, Yamandú Costa, Liliana Herrero entre outros.
Matias Arriazu é compositor e violonista de 6, 7 e 8 cordas. Nascido em Formosa, na Argentina, toca profissionalmente desde os 15 anos. Tocou ao lado de Liliana Herrero e Mercedes Sosa. De família de músicos, seu contato com a música brasileira vem desde a infância, aprimorado por sua mudança para o Rio de Janeiro em 2010.


02/06 – (SÁBADO) às 15h - Graziella Wirtti (voz) e Matias Arriazu (violão) – 
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)
Classificação: Livre

Cezanne Assessoria
Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Rogério Souza e Daniela Spielmann fazem uma tarde de choro neste sábado, 19, na Arlequim

Violonista e saxofonista vão apresentar clássicos do choro, passeando por Pixinguinha, Severino Araújo e Kximbinho, dentre outros




No próximo sábado, dia 19, às 15h, o violonista Rogério Souza e a saxofonista Daniela Spielmann prometem uma tarde ao sabor do melhor do choro, resgatando obras de Pixinguinha, Jacob, Severino Araújo, Kximbinho, Nelson Cavaquinho, dentre outros. Os músicos têm autoridade no assunto, vide suas carreiras dedicadas também ao estilo chorão. Talento nos violões de 6 e 7 cordas, o compositor e arranjador Rogério Souza, é um dos grandes representantes da linguagem carioca do violão brasileiro. Ao longo dos anos, apresentou-se com artistas de destaque da música popular brasileira, dentre eles Baden Powell, Paulinho da Viola, Sivuca, Ney Matogrosso, Altamiro Carrilho, João Bosco, Paulo Moura e Ivan Lins.



Já Daniela Spielmann, que participou dos grupos Rabo de Lagartixa e Mulheres em Pixinguinha, apresentou-se com grandes artistas da MPB, como Moreira da Silva, Carmen Costa, Mauro Diniz, Zé Kéti e Nelson Sargento. Também fez parte da Rio Jazz Orchestra, das orquestras do maestro Cipó, de Juarez Araújo, de Cláudio Daulsberg, da Grande Banda Carioca e d"O Galo da Madrugada", de Recife. Em 2001, participou do espetáculo "Cantores do chuveiro - 100 Anos de MPB", considerado o maior sucesso da temporada (Teatro de Arena - Copacabana) no 2º semestre daquele ano, com apresentação de Ricardo Cravo Albin. No ano passado, se apresentou no primeiro “Festival de Choro e Samba de Paraty”, ao lado de artistas como Paulinho da Viola, Luiz Melodia, Áurea Martins, Henrique Cazes, Joel do Nascimento e Zé da Velha e Silvério Pontes. O homenageado dessa primeira edição do festival foi o músico, compositor e arranjador Paulo Moura.


19/05 – (SÁBADO), às 15h – Rogério Souza e Daniela Spielmann
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Entrada: R$15,00 (couvert artístico)
Classificação: Livre


Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

terça-feira, 15 de maio de 2012

Afonso Machado e Clarisse Grova lançam “Que tal?” nesta quarta, 16, na Arlequim


No repertório, composições do bandolinista e parcerias com Elton Medeiros e Paulo César Pinheiro, dentre outros


O bandolinista Afonso Machado se junta à voz e interpretação de Clarisse Grova nesta quarta-feira, 16, às 18h, na Arlequim, em evento gratuito. Os dois vão lançar o CD “Que Tal?”, com músicas autorais do bandolinista e outras em parcerias com Elton Medeiros, Paulo Cesar Pinheiro, Carlinhos e Dora Vergueiro, Roberto Pinto e Luiz Moura. As composições, de searas diferentes, vão do samba ao choro, passando por modinha, choro-canção e samba-canção, e têm como principal elemento harmonizador a belíssima interpretação da cantora Clarisse Grova. No repertório, destaques para a faixa-título “Que tal”, “Boêmio”, “Na cara do gol” e “Choraste?”.

Afonso Machado, também arranjador e produtor, dedicou a maior parte de sua carreira a interpretações e arranjos de grandes compositores da música brasileira. No palco, atuou com Cartola, Elton Medeiros, Raphael Rabello, Paulinho da Viola, Elza Soares, Miúcha, Nelson Cavaquinho, Wagner Tiso, Paulo Moura, Radamés Gnattali e Chiquinho do Acordeon. Gravou diversos discos, alguns dos quais produziu, de figuras como Nelson Sargento, Elton Medeiros, Delcio Carvalho, e do grupo Galo Preto, que lidera há muitos anos.
 
Clarisse Grova, intérprete de longa trajetória nas noites cariocas, acompanhada e admirada por músicos do calibre de Luiz Eça, já participou de inúmeras parcerias e produções ao lado de nomes como o grupo Cama de Gato, Roberto Menescal e Paulo César Feital.

16/05 – (QUARTA), às 18h – Afonso Machado e Clarisse Grova lançam CD “Que tal?”
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Entrada gratuita
Classificação: Livre


Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tributo a Coltrane celebra o jazz no sábado, dia 12, na Arlequim

Quinteto formado por Tomás Improta tocará músicas do clássico disco “Ballads”




No próximo sábado, dia 12, às 15h, a Arlequim vai promover um tributo ao grande jazzman John Coltrane, com a apresentação de um quinteto formado por Roberto Rutigliano (bateria), Tomás Improta (piano), Paulo Russo (baixo), Fernando Trocado e Marcelo Martins (sax). No repertório, o quinteto irá resgatar obras-primas de Coltrane, especialmente músicas do cultuado “Ballads”. O disco foi gravado em dezembro de 1961 e 1962 e gravado em um só take, com exceção de "All or Nothing at All". Farão parte ainda do repertório "Say It (Over and Over Again)", "Too Young to Go Steady" e "I Wish I Knew", dentre outras. O álbum Ballads é emblemático pela versatilidade de Coltrane, por como o quarteto despejou uma nova luz sobre standards antigos como "It's Easy to Remember."

O americano John William Coltrane, que nasceu em 1926 na Carolina do Norte, é considerado pela crítica especializada como o maior sax tenor do jazz e um dos maiores jazzistas e compositores deste gênero de todos os tempos. Sua influência no mundo da música ultrapassa os limites do jazz, indo desde o rock até a música erudita. Atuou principalmente durante as décadas de 1950 e 1960. Embora tocasse antes de 1955, seus principais anos foram entre 1955 e 1967, durante os quais reformulou o jazz e influenciou gerações de outros músicos. As gravações de Coltrane foram diversas: ele lançou cerca de 50 gravações como líder nestes doze anos, e apareceu em outras tantas lideradas por outro músicos. Através de sua carreira, a música de Coltrane foi tomando progressivamente uma dimensão espiritual que iria consagrar seu legado musical.


12/05 (SÁBADO), às 15h - Tributo a John Coltrane na Arlequim:
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rogério Souza e Ronaldo do Bandolim recebem Zé Carlos Bigorna, nesta segunda, dia 07, na Arlequim



Nesta segunda, dia 07, às 18h, os irmãos Rogério Souza (violão) e Ronaldo do Bandolim vão receber o saxofonista e flautista Zé Carlos Bigorna. No repertório, clássicos do choro, incluindo releituras de Baden Powell, Jacob do Bandolim e Pixinguinha.
Ronaldo do Bandolim, considerado um dos maiores bandolinistas brasileiros, é integrante do Trio Madeira Brasil e já participou de gravações com grandes nomes da música brasileira, como Marisa Monte, Paulinho da Viola, Rafael Rabello e Chico Buarque.
Talento nos violões de 6 e 7 cordas, o compositor e arranjador Rogério Souza, é um dos grandes representantes da linguagem carioca do violão brasileiro. Ao longo dos anos, apresentou-se com artistas de destaque da música popular brasileira, dentre eles Baden Powell, Paulinho da Viola, Sivuca, Ney Matogrosso, Altamiro Carrilho, João Bosco, Paulo Moura e Ivan Lins.



O paulista de Porangaba Zé Carlos Bigorna mudou-se para o Rio de Janeiro aos 20 anos ao ganhar uma bolsa de estudo na Orquestra Sinfônica Brasileira, tendo tido aulas de flauta com Norton Morozowicz. Nessa época, apresentou-se na noite carioca e teve aulas com Paulo Moura. Em 1978, formou o grupo Sambachoro, juntamente com Betinho Maciel (violão), Zé Paulo (bandolim), Romildo (contrabaixo), Carlinhos (pandeiro) e Canhoto (bateria). Ao longo de sua carreira, atuou em gravações com diversos artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Roberto Carlos, João Bosco, Luís Melodia, Djavan, Ney Matogrosso, dentre muitos outros.  Integrou a banda de Hermeto Pascoal durante quatro anos e acompanhou Edu Lobo, Gilberto Gil e Gal Costa em turnês nacionais e internacionais, como também já acompanhou apresentações da banda Barão Vermelho.

07/05 - Rogério Souza e Ronaldo do Bandolim recebem Zé Carlos Bigorna, segunda, 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pernambucano Sérgio Ferraz vem ao Rio lançar seu primeiro trabalho solo, em apresentação única, dia 18, na Arlequim

Referência no movimento armorial e popular nordestino, violinista demonstra versatilidade em “Dançando aos pés de Shiva”, flertando com a cultura indiana e a música minimalista


Não é de hoje que o pernambucano Sérgio Ferraz vem se destacando na execução do violino na música popular, em especial a nordestina e o movimento armorial: o violinista é integrante do conceituado Quarteto Romançal, desde os anos 90, ao lado de Antonio Madureira, compositor e fundador do lendário Quinteto Armorial na década de 70 – com Madureira, gravou em 2010 o “Segundo Romançário”, um duo de violino e violão. Destaque no Brasil na arte do violino elétrico e na sua inclusão no jazz e na música de vanguarda – o músico bebe na fonte do violino de Frances Jean Luc Ponty do inicio dos anos 70 – o violonista vem ao Rio para promover, na próxima quarta, dia 18, às 18h, na Arlequim (Paço Imperial) seu primeiro trabalho solo “Dançando aos pés de Shiva” - um mergulho nos ritmos e melodias indianas -, mas trazendo na manga o também recente álbum homônimo do seu grupo instrumental Sonoris Fábrica (2011).

Na Arlequim, o músico prepara uma exibição em que seu violino elétrico dialogue com um pedal de efeito e uma loop station, além de contar com o acompanhamento do percussionista Jerimun de Olinda (pandeiro, cajon e tambor falante / talking drum), reunindo na maior parte do repertório músicas do trabalho e outras do Sonoris Fábrica .



 
Lançado em dezembro de 2011, “Dançando aos pés de Shiva” surpreendeu com a vendagem de mil cópias em apenas um mês, partindo agora para a sua segunda tiragem. O CD, com 12 faixas autorais, foi produzido, arranjado e executado pelo próprio Sérgio que além do violino elétrico toca piano e teclados. O trabalho contou ainda com a participação do próprio Jerimum de Olinda em seis faixas. Trata-se de um trabalho instrumental onde o violino elétrico é o instrumento solista explorando diversos timbres e dialogando com a percussão. A influência da música indiana se faz presente logo na faixa título do CD, assim também nas músicas “O Grande Vishnu”, tocada apenas com um violino, e na faixa que abre o CD “A Ultima Batalha na Terra”, com violino e percussão. À influência indiana, somam-se também elementos da música minimalista e da música atonal, como em “As Três Transformações do Espírito”. Boa parte das faixas de “Dançando aos pés de Shiva” foram gravadas no estúdio “A Caverna dos Violinos”, do próprio Sérgio Ferraz, sendo que outras e a percussão ganharam registro no Estúdio Muzak, onde foi mixado e masterizado.

Com o grupo “Sonoris Fábrica”, Sérgio deixa transparente sua bagagem no movimento armorial e na cultura nordestina. Criado em 2002 com o encontro de Sérgio com o violonista Leonardo Melo, ambos músicos de formação erudita, jazz e popular, o grupo não escondeu a inspiração na música brasileira de origem popular, como o baião, o frevo e o maracatu, mas também indo além das fronteiras nacionais buscando influências na música ibérica e no jazz. Até a gravação do primeiro disco, no ano passado, o grupo fez dezenas de apresentações, principalmente no nordeste brasileiro. Após o lançamento, sucederam-se shows, como o lançamento no Teatro de Santa Isabel, em Recife e a Mostra Internacional da Música em Olinda (MIMO), em 2011, sendo o único grupo pernambucano a participar do evento. Ainda em Pernambuco, fez apresentações na Praça do Arsenal, em Recife, na Livraria Cultura, Festival Observa e Toca e no Festival de Inverno de Garanhuns. Em São Paulo, apresentações na Livraria Cultura e no Teatro Anchieta, gravando ao vivo para o Programa Instrumental Brasil no SESC Consolação. No ano passado o grupo participou da WOMEX 2011, em Copenhagen..


18/04 – Música na Arlequim – Sérgio Ferraz - quarta , 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2524-7242 (reserva)
Entrada gratuita

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tomás Improta comanda o “Bossanovíssima!” nesta segunda, 16, na Arlequim

Pianista apresenta a série de shows quinzenais resgatando clássicos da bossa nova

Nesta segunda, 16, às 18h, o compositor e pianista Tomás Improta fará o segundo show do projeto “Bossanovíssima!”, novo projeto quinzenal da Arlequim, livraria no Paço Imperial, sempre às segundas. O Tomás Improta Quarteto é formado ainda por José Arimatéia (trumpete), Alfredo Gomes (bateria) e Jefferson Lescowich (baixo). No repertório, clássicos que marcaram o gênero, especialmente composições de Marcos Valle, Tom Jobim, Baden Powell e Vinicius de Moraes, dentre outros.



O carioca Tomás Improta começou cedo na carreira musical, desde os cinco anos, quando venceu o concurso de iniciação musical, administrado pelo Conservatório Brasileiro de Música, sem ter recebido lições formais de música. Ao longo dos anos, foi aluno de diversos professores, como Lidy Mignone (iniciação musical), Alda Caminha, Lícia Lucas, Linda Bustami, Lúcia Branco, Luís Paulo Sampaio, Nise Obino, Roberto Tavares, Sonia Goulart (piano clássico), Ester Scliar (percepção), Francisco Mignone e Marlos Nobre (composição), Aluízio Milanês e Tenório Junior (piano popular e jazz), entre outros.



Apaixonado pelo jazz e bossa nova, a partir da década de 60, começa a exercitar a vocação acadêmica, tornado-se professor de piano e atuando como jornalista, produzindo e escrevendo programas sobre jazz para as rádios MEC e Roquete Pinto, e publicando artigos sobre música em revistas especializadas. Mas foi a partir da década de 70 que o pianista inicia-se como músico profissional, tocando em casas noturnas, teatros e shows. Torna-se, assim, um dos mais ativos pianistas do país, passando a ser requisitado para shows e gravações por grandes estrelas de nossa música, como Alcione, Baden Powell, Bebel Gilberto, Billy Blanco, Caetano Veloso, Carmelia Alves, Chico Buarque, Djavan, Edison Machado, Elba Ramalho, Elizeth Cardoso, Erasmo Carlos, Gal Costa, Gilberto Gil, João Bosco, João Donato, Jorge Mautner, Lenine, Lúcio Alves, Luís Melodia, Maria Bethânia, Nara Leão, Paulo Moura, Sandra de Sá, Sueli Costa e Zezé Motta entre outros.



O reconhecimento também veio do exterior, através de excelentes críticas, decorrentes das gravações exportadas e de inúmeras turnês internacionais, inclusive duas edições do Festival de Montreux. No teatro, apresentou-se nas peças “Godspell” e “Dr.Fausto da Silva”, entre outras. Para o cinema, compõe a trilha sonora premiada do “Bar Esperança” (direção de Hugo Carvana) e “Monstros de Babaloo” (direção de Elyseu Visconti) e toca nos filmes (e shows) “Doces Bárbaros” e “Bahia de Todos os Sambas”, este realizado em Roma, Itália. Na TV, participa da composição das novelas “Kananga do Japão”, “Vila Madalena” e “O Cravo e A Rosa”, e grava a trilha do “Sitio do Pica Pau Amarelo”, com Gilberto Gil.

Nos últimos anos, o músico tem se dedicado quase que exclusivamente a sua carreira solo de instrumentista, lançado títulos diversos e de grande sucesso de crítica, como “Bartók Jazz” (Leblon Records), “Certas Mulheres” (Rob Digital), “Dorival” (Selo Radio Mec). Em 2005 lança o CD “Andréa Ernst Dias e Tomás Improta” (Biscoito Fino) e, em 2008, o “Em Busca de Sedna”, com o clarinetista Paulo Moura e o flautista Paulo Martins.


16/04 – Projeto “Bossanovíssima!” – Tomás Improta Quarteto - segunda , 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2524-7242 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dino Rangel homenageia a música instrumental neste sábado, dia 14, na Arlequim

Guitarrista apresenta, em trio, obras de Tom Jobim, Garoto e Guinga, além de composições autorais


No próximo sábado, dia 14, às 15h, o guitarrista e violonista Dino Rangel vai elevar a música instrumental na Arlequim, no Paço Imperial. Acompanhado por Mazinho Ventura (baixo) e Vitor Vieira (bateria), o guitarrista selecionou para o repertório obras-primas de Tom Jobim (“Radamés y Pelé”, “Falando de amor” e “Bate-boca”, dentre outras), releituras de Guinga (“Di menor”), Garoto (“Lamentos do Morro”) e Severino Araújo (“Chorinho pra você”), e, sem esquecer seu lado compositor, a autoral “Café”, dentre outras.



Após ser aluno dos guitarristas Sergio Benevenuto e Yan Guest, Dino Rangel residiu em Nova York, tocando em grupos brasileiros e tendo aulas com guitarristas de jazz, até 1991, quando retornou ao Brasil dando início a sua carreira profissional.


Em 1994, excursionou por vários países da Europa com o grupo Brasiliana. Participou de shows e gravações com Guinga, Léo Gandelman, Arthur Maia, Marcelo Salazar, Rogério Souza, Zé Canuto, Marcio Ciribelli, Fred Martins, Watusi, Vanessa Barum, Felicidade Susy, Bia Bedran, Beth Bruno, Baby do Brasil, Ithamara Koorax e Ednardo.


Em 1998 estreou seu primeiro disco solo pelo selo Niterói Discos, assinando a metade das dez faixas do CD ´Café´, além de composições do trompetista Luisão Ramos. Tom Jobim e Peter Pan ganharam inspiradas releituras de “Antígua” e “Se queres saber”, respectivamente. Acompanhado por músicos como Arthur Maia, Zé Canuto, Márcio Bahia, Marcos Nimrichter e Cláudio Infante, entre outros, Dino também foi o arranjador da maioria das faixas.


Dez anos depois, Dino Rangel apresenta seu segundo cd solo, com a participação dos músicos Márcio Bahia (bateria), Zé Canuto (sax, flauta e arranjos), Mazinho Ventura(baixo), Marcos Nimrichter (piano e acordeon), David Feldman (piano), Ney Conceição(baixo) e Beth Bruno(vocal). Com obras de autores como Guinga, Tom Jobim, Garoto, Dori Caymi, Victor Assis Brasil, o cd do guitarrista passeou pelo samba, choro, toada, baião e frevo.


Dentre este hiato entre os discos solos, participou, em 2001, do cd “Jazz from Brazil”, compilação do jornalista e produtor Arnaldo DeSouteiro, com a faixa “Antígua” (Tom Jobim), junto de Eumir Deodato, Cláudio Roditi e Ithamara Koorax. Lançado no Japão, Europa e EUA, o cd foi indicado ao GRAMMY como melhor álbum de Latin Jazz.


Hoje, o guitarrista divulga sua obra, seja em trio ou em quarteto, ministrando também oficinas de guitarra e participando de diversos festivais pelo Brasil e Europa.

14/04 – Música na Arlequim – Dino Rangel Trio - sábado , 15h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2524-7242 (reserva)
Entrada: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria de Imprensa

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cambada Mineira faz show de lançamento do “Urbana Fanzine” nesta quarta, 04, na Arlequim


João Francisco, Amarildo e Rodrigo Santiago fazem uma homenagem mineira ao Rio de Janeiro

O encontro da cultura mineira com as expressões artísticas musicais cariocas. É o que pretendem os rapazes do Cambada Mineira, que, na próxima quarta, 04, às 18h, vão mostrar um pouco dessa “mineirice carioca”, na Arlequim, no Paço Imperial, em evento gratuito. O grupo, formado por João Francisco (voz e violão), Amarildo Silva (voz) e Rodrigo Santiago (voz e violão), vai apresentar músicas do novo CD, “Urbana Fanzine”, uma nova fase na carreira, homenageando a cidade que os acolheu e as urbanidades que esses mineiros apresentaram até agora.

Enquanto nos álbuns anteriores o grupo recorria a seu baú de composições guardadas e às releituras dos clássicos de Minas, em “Urbana Fanzine”, o destaque fica para a busca dessa integração do mineiro com o Rio de Janeiro, dando novos rumos à trajetória do grupo. Uma pitada mais romântica numa linguagem mais jovial. A modernidade aglutinada nestes 10 anos de carreira ganha corpo, mente e voz, registrada nas músicas inéditas do novo trabalho. O destaque fica composições autorais, como “Presente”, “Carta do Exílio”, “Delícias da cidade”, “Bicho do mato” e a faixa-título “Urbana Fanzine”.

O grupo lançou, em 1999, seu primeiro CD, "Cambada Mineira", com a participação especial de Túlio Mourão, trazendo no repertório composições autorais, além de releituras de Lô Borges, Márcio Borges, Milton Nascimento e Fernando Brant, dentre outros. Em 2000, lançou "Cambada mineira 2", cujo show de lançamento, na Lona Cultural João Bosco (RJ), contou com a participação do poeta e letrista Márcio Borges, que, na ocasião, lançou seu livro "Clube da Esquina". Dois anos depois, foi a vez de “Cambada Mineira ao vivo”, com Flávia Ventura (compositora e pianista) na formação. O disco, indicado ao Prêmio Caras na categoria Regional, contou com releituras de "Clube da esquina 1" e "Clube da esquina 2", ambas de Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges, e algumas autorais, como "Cambada" (João Francisco e Marcio Borges), "Um beijo bom" (João Francisco) e "Navegador". Em 2006, o grupo lançou "Meu recado", produzido por Luis Filipe de Lima, com a participação de Toninho Horta, Wagner Tiso, Zé Renato, Simone Guimarães, Victor Biglione, David Tygel, Gabriel Grossi, Eduardo Neves, Robertinho Silva e Jamil Joanes. No repertório, destaque para as regravações de "Caçador de mim" (Magrão e Luiz Carlos Sá) e "Cachorro urubu" (Raul Seixas).

04/04 – Música na Arlequim – Cambada Mineira - quarta , 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Gratuito


Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

O choro festivo de Joel Nascimento

Bandolinista encanta a platéia neste último sábado na Arlequim


Neste último sábado, dia 31, o projeto “Música na Arlequim” teve a honra de receber a ilustre presença de Joel Nascimento. O prestigiado bandolinista, acompanhado por Magno Júlio (percussão), Bernardo Diniz (cavaquinho) e João Camarero (violão 7 cordas), levou ao palco da livraria no Paço Imperial clássicos do choro, como “Lamento”, “Noites Cariocas”, “Odeon” e “Chega de saudades”, numa tarde dedicada a Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Tom Jobim, dentre outros.


Exibindo simpatia com o microfone, contou histórias e curiosidades que deram um tom mais intimista à apresentação. Gritos de "bravo!" encerraram muitas das execuções do bandolinista, deixando a certeza de que aquele gênio do bandolim encantava não apenas pela destreza no instrumento, mas também pela sinceridade e pureza do encontro de sua arte com a platéia. Salve Joel! 

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

sábado, 24 de março de 2012

Hamleto Stamato lança “Speed Samba Jazz” nesta segunda, dia 26, na Arlequim

CD é o quarto volume da série iniciada em 2001


Nesta próxima segunda, às 18h, Hamleto Stamato vai acelerar o samba-jazz na Arlequim, no Paço Imperial. Dono de técnica aprimorada, o pianista lança o quarto disco da série “Speed Samba Jazz”, mais uma vez na companhia de Ney Conceição (baixo) e Erivelton Silva (bateria). No repertório, músicas do novo disco, com destaque para “Softly as in a Morning Sunrise”, “The Dolphin” (Luiz Eça) e “Meditação” (Tom Jobim), duas obras autorais (“Temalu” e “Na Lapa”) e outras internacionais, como “Seascape”, de Johnny Mandel e “The Look of Love” de Burt Bacharach. Com total domínio do estilo samba-jazz e MPB moderna, o trio oferece um recital com altas doses de refinamento e criatividade.

Apesar do nome e sobrenome de estrangeiro, o pianista, arranjador e compositor Hamleto Stamato é paulista, de Bebedouro. Músico inspirado, com uns 20 anos de carreira, de sólida formação, vem desenvolvendo um trabalho que passeia entre os princípios da bossa nova e do mais legítimo jazz, com a gravação da série de CDs Speed Samba Jazz, iniciada em 2001 – que agora chega ao quarto volume.


26/03 – Hamleto Stamato, segunda , 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

quarta-feira, 21 de março de 2012

Rogério Souza recebe Zé Paulo Becker na Arlequim, neste sábado, dia 24

Dupla vai interpretar, além de composições autorais, clássicos de Sivuca, Cartola, Tom Jobim e outros


No próximo sábado, dia 24, às 15h, a Arlequim, no Paço Imperial, será palco de um encontro de virtuoses violonistas. Rogério Souza vai receber, como convidado, Zé Paulo Becker, um dos grandes nomes do instrumento na atualidade. O repertório fará um resumo da carreira dos violonistas, com diversas composições próprias e arranjos de temas populares como “Feira de Mangaio” (Sivuca), “Amor Proibido” (Cartola), “Chovendo na Roseira”(Tom Jobim) e “Afro-Sambas”(Baden e Vinícius). Talento nos violões de 6 e 7 cordas, o compositor e arranjador Rogério Souza, integrante do grupo Nó em Pingo D´Água, é um dos grandes representantes da linguagem carioca do violão brasileiro. Ao longo dos anos, apresentou-se com artistas de destaque da música popular brasileira, dentre eles Baden Powell, Paulinho da Viola, Sivuca, Ney Matogrosso, Altamiro Carrilho, João Bosco, Paulo Moura e Ivan Lins.


O violonista Zé Paulo Becker é o convidado de Rogério Souza deste sábado na Arlequim


O violonista Zé Paulo Becker, com quatro cds solo lançados, outros quatro com o Trio Madeira Brasil, já se apresentou como solista ou com o Trio Madeira Brasil em vários cantos do mundo, como Inglaterra, França, Itália, Portugal, Bélgica, Holanda, Alemanha, Austria, Suiça, Rússia, Africa do Sul, Moçambique, Indonésia, Singapura, Malásia, Chile, Argentina, Colômbia, Tahiti, EUA e por vários estados do território nacional. Atualmente, professor substituto de violão popular da UNI-Rio, Zé Paulo também é reconhecido por fazer parte da geração que começou o processo de revitalização da Lapa – há 13 anos toca semanalmente no Bar Semente.

24/03 - Rogério Souza e Zé Paulo Becker, sábado, 15h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

terça-feira, 20 de março de 2012

Flauta e piano deram o tom erudito à segunda-feira na Arlequim

Andrea Ernest e Flávio Augusto recitaram Bach, Mozart e Radamés Gnattali, dentre outros

Andrea Ernest: um doce virtuosismo e perfeição na execução do repertório clássico

Esta última segunda-feira, dia 19, a Arlequim ganhou um leve toque clássico com a apresentação do duo da flautista Andrea Ernest Dias e do pianista Flávio. No palco do Café Arlequim, o talentoso duo interpretou peças de J. S. Bach (Sonata em Mi bemol Maior - I. Allegro moderato / II. Siciliano / III. Allegro), Mozart (Sonata nº 8 em Fá Maior, K. 13 - I. Allegro / II. Andante / III.Menuet I e II), Fauré (Fantasia Op. 79), Radamés Gnattali (Sonatina em Ré Maior - I. Allegro moderato / II. Expressivo / III. Allegro (Lembrando Pixinguinha) e Francis Poulenc (Sonata - I. Allegretto malinconico / II. Cantilena / III. Presto giocoso). Os dois deram um pouco mais de doçura e singeleza ao começo da semana no Centro do Rio e arrancaram aplausos de entusiastas e admiradores.

O pianista Flávio Augusto permitiu conversações musicais com alto requinte

Com larga experiência como solistas e cameristas, o duo Andrea Ernest Dias e Flávio Augusto dedica-se a explorar o repertório original para flauta e piano de compositores de diferentes períodos. Amigos de longa data, desde o período em que participavam de concursos para jovens instrumentistas e festivais de férias, Andrea e Flávio reúnem suas experiências e afinidades artísticas para desenvolver esse recital em duo. Ambos, com sólida carreira, se apresentam frequentemente nos principais palcos e festivais de música do país e do exterior, em distintos programas e formações.

Fabio Cezanne
Cezanne Assessoria

terça-feira, 13 de março de 2012

Gabriel Improta faz show de lançamento de seu CD “Entre”, neste sábado, 17, na Arlequim

Violonista, compositor e arranjador renova a música instrumental brasileira e revisita alguns clássicos do gênero


No próximo sábado, dia 17, na Arlequim (Paço Imperial) o violonista, compositor e arranjador Gabriel Improta promete levar renovação à música instrumental brasileira, mas sem, obviamente, esquecer dos clássicos. O músico estará acompanhado ainda por Rodrigo Vila (contrabaixo) e Luis Barcelos (bandolim) e terá no repertório, além de composições de seu atual lançamento, o CD “Entre”, clássicos do repertório de violão brasileiro e latino-americano: composições de Edu Lobo (“Corrupião”), Egberto Gismonti (“Frevo”), João Pernambuco (“Graúna”), Baden Powell (“Canto de Xangô”) e Moacir Santos (“Nanã”). Dentre as composições autorais de Gabriel, destaque para “Forroquaquara”, “Choro para McCoy”, “Sol” e “Afrosamba para Baden Powell”.


 
Gabriel Improta, músico altamente requisitado, nos últimos anos vem acompanhando ou participando de gravações com nomes como Caetano Veloso, Roberto Carlos, Carlinhos Brown, Gal Costa, Maria Rita, Hermeto Paschoal, Paulo Moura, Francis Hime, Jacques Morelembaum e Elza Soares, entre outros. No exterior, vêm se apresentando regularmente em shows e festivais nos Estados Unidos, Europa e América Central. Carioca, nascido em 1975 em uma família de músicos, Gabriel Improta, é mestre em composição musical pela UNIRIO (2007) e estudou guitarra e improvisação em Los Angeles, com o guitarrista Scott Henderson (2002/2003),

17/03 –Música na Arlequim – Gabriel Improta Trio – Sábado, às 15h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)


Fabio Cezanne
Cezanne Assessoria

sábado, 10 de março de 2012

Jeff Gardner homenageia a música instrumental nesta segunda, dia 12, na Arlequim

Pianista reúne, especialmente, composições autorais, passeando por ritmos diversos

O pianista Jeff Gardner será acompanhado ainda por Adrian Barbet (baixo)
e Teo Lima (bateria)

A programação de março do “Música na Arlequim” vem reunindo grandes convidados e, na próxima segunda, dia 12, às 18h, a atração ficará por conta de Jeff Gardner. O pianista, acompanhado ainda por Adrian Barbet (baixo) e Teo Lima (bateria), irá reunir algumas de suas principais composições, especialmente do seu último CD “Abraços”, sem esquecer dos anteriores “Sky Dance” e “Street Angels”, numa homenagem aos grandes nomes da música instrumental brasileira e da MPB, em ritmo de samba, bossa, baião, choro e muito mais. No repertório, destacam-se as autorais "Chameguenta", "Um Abraço na Mantiqueira", "Um Abraço no Hermeto" e "Dona da Batucada".

Músico experiente, com 17 Cds gravados, o pianista já tocou com grandes nomes do jazz, como Freddie Hubbard, Eddie Harris, Steve Lacy, Gary Peacock, Eddie Gomez, Billy Hart e Kenny Wheeler, além de ter gravado e se apresentado com artistas do quilate de Victor Assis Brasil, Dori Caymmi, Gilberto Gil, Mauricio Einhorn, Marcos Suzano, Nivaldo Ornellas, Carlos Malta, Marcelo Martins, Carlos Balla, Alberto Continentino e João de Aquino, entre outros.

12/03 –Música na Arlequim – Jeff Gardner Trio – Segunda, às 18h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma tarde de jazz latino, com Daniel Santos, neste sábado, dia 10/03, na Arlequim

Saxofonista uruguaio irá adaptar clássicos do jazz aos ritmos latinos

Daniel Santos comanda a programação de jazz latino neste sábado

A programação do “Musica na Arlequim” volta a prestigiar às culturas latinas, com o show do grupo de jazz latino formado por Daniel Santos, neste sábado, dia 10/03, às 15h, na Arlequim (Paço Imperial). O saxofonista uruguaio, acompanhado por seu Quarteto - Rodrigo Ferreira (baixo), Dudu Viana (piano) e César Brune (Bateria) - promete criar novos ambientes e texturas a clássicos do jazz (Coltrane, Chick Corea, Sonny Rollins, Charlie Parker,etc.), dando uma roupagem mais “latina”.

No repertório, clássicos do jazz em versão latina


O saxofonista uruguaio participou de grupos de varios estilos em forma profissional desde 1988 passando por Jazz, Candombe, Salsa, Música Clásica, Rock, Soul, Tango, Bossa, etc. Entre 2005 e 2008 morou em Buenos Aires, tocando Soul, Jazz, Salsa e Tango em casas noturnas e jazzbands. Em 2008, o saxofonista chega ao Brasil, participando de Oficinas com Raul de Souza, Vinicius Dorim, Arismar do Espirito Santo, Sizão Machado, Carlos Ezequiel, Rogerio e Ronaldo Souza. Posteriormente, em Santa Catarina, forma o Quarteto de Jazz "Coisa Nossa", o duo de Tango "Em Branco e Preto" com a cantora argentina Mariana Bonifatti, o Quarteto de Salsa com Mariana Bonifatti, o Duo de Choros com Caio Fernando (violonista) e participa da formação da Big Band da FURB em Blumenau. O uruguaio chega à Cidade Maravilhosa em agosto do 2009, fazendo shows com Rogerio Souza, Ronaldo Souza do Bandolim e João Hermeto, além de formar o grupo de Jazz Latino "Daniel Santos".

10/03 –Música na Arlequim – Daniel Santos – Sábado, às 15h
Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria

segunda-feira, 5 de março de 2012

O (en)canto do Galo

Galo Preto lota a Arlequim e faz uma tarde de choro inesquecível

A platéia compareceu numa tarde muito agradável no Paço Imperial

Não sobraram lugares nas mesas do Bistrô Arlequim neste último sábado e sabe de quem foi a culpa? Foram de seis rapazes que se reuniram para proporcionar uma tarde alegremente chorosa! O grupo Galo Preto - Afonso Machado (bandolim), Alexandre de la Peña (violão de sete cordas), Alexandre Paiva (cavaquinho), Thiago Machado (violão), Diego Zangado (percussão) e José Maria Braga (flauta) - encantou a todos os presentes, numa belíssima homenagem a Nelson Cavaquinho, subindo ao palco para desfilar vários de seus sucessos, como “Folhas caídas, “O bem e o mal”, “Nair”, “Degraus da vida”, “A flor e o espinho”, dentre outras. Entre uma e outra, os integrantes contaram histórias e causos da vida de Nelson que fez da apresentação um espetáculo mais do que musical, também informativo, com um leve toque de despojamento.


O grupo apresentou sucessos de Nelson Cavaquinho e Paulinha da Viola

Nelson Cavaquinho não foi o único homenageado. Paulinho da Viola, grande referência do choro e do samba, ganhou também suas releituras, como em “Tudo se transformou” e “Maxixe do Galo”. Quem estava lá e presenciou esse deleite não tem como negar: o Galo Preto, após mais de três décadas de existência, ainda esbanja talento, numa maturidade que se reflete nas execuções impecáveis dos instrumentistas. Vida longa ao Galo Preto!

Fábio Cezanne
Cezanne Assessoria de Imprensa

quinta-feira, 1 de março de 2012

Um tributo a Charles Mingus nesta terça, dia 06, na Arlequim

Quarteto Ronaldo Diamante vai interpretar clássicos do
lendário contrabaixista do jazz

Ronaldo Diamante e seu Quarteto farão um tributo a Mingus

O projeto “Música na Arlequim”, que vem levando a boa música ao Paço Imperial nos finais de semana, agora também fará a alegria de seus admiradores durante a semana, com apresentações sempre às 18h. Na próxima terça, dia 06, o contra-baixista e compositor carioca Ronaldo Diamante fará uma justa homenagem a Charles Mingus, um dos precursores do “freejazz”. Ronaldo e seu Quarteto, formado ainda por Daniel Garcia (saxofone), Tomás Improta (Piano) e Pedro Strasser (bateria), vão interpretar composições de Mingus, como “Goodbye Pork Pie Hat”, “Nostalgia in Times Square”, e clássicos por ele gravados, como “Take the ‘A’ train”, buscando recriar o ambiente criativo que caracterizava os grupos do grande baixista falecido em 1979, que visitou o Brasil algumas vezes. Revolucionário e polêmico, Charles Mingus criou uma obra marcante dentro do jazz, unindo a tradição à vanguarda. Mingus ganha apropriado tributo de Ronaldo Diamante, dono de uma longa carreira acompanhando astros da MPB, bossa-nova e música instrumental, como Maria Bethânia, Marisa Monte, Roberta Sá, Roberto Menescal, Paulo Moura e muitos outros.

06/03 –Música na Arlequim – Quarteto Ronaldo Diamante – Tributo a Charles Mingus – Terça, às 18h

Endereço: Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Rogério Souza e Sebastián Luna em uma bela homenagem a Jacob do Bandolim

O violonista carioca e o bandolinista e cavaquinista argentino revisitaram clássicos do mestre do choro neste último sábado

Bárbara Piperno (flauta), Sebastián Luna (bandolim), Rogério Souza (violão) e Maximiliano Natale (percussão) numa homenagem a Jacob do Bandolim


No último fim de semana de fevereiro, há quem tenha questionado se o chorinho é realmente brasileiro, após a apresentação do carioca Rogério Souza (violão) e do argentino Sebastián Luna (cavaquinho e bandolim), no sábado, dia 25. Isso porque o palco, ocupado também pelas canjas mais do que bem-vindas dos italianos Maximiliano Natale (percussionista) e Bárbara Piperno (flauta), se configurou como um grande balaio cultural, reunindo diferentes nacionalidades. Rogério Souza - único brasileiro! – conduziu impecavelmente o violão, dando margem a execuções, bastante aplaudidas, dos gringos no palco.

A tarde foi de casa cheia ao sabor de clássicos do mestre do choro
A homenagem a Jacob do Bandolim contou com clássicos como “Aguenta seu Fulgêncio”, “A ginga do Mané” , “Noites Cariocas” , “Receita de Samba”, “Doce de Coco”, entre outros. O argentino Sebastián Luna, grande convidado de Rogério Souza nesta tarde agradabilíssima na Arlequim, conquistou a platéia com a precisão nos improvisos e nas escalas. A flautista Bárbara Piperno, que em palco admitiu ter conhecido o choro há apenas sete meses, demonstrou a segurança na interpretação dos clássicos e, claro, o resultado desses meses todos de estudo e dedicação ao gênero carioca. O que se viu foi o encontro espontâneo, divertido e autêntico de amigos que, independente das nacionalidades, celebraram o mestre Jacob, dando jovialidade e renovação ao espírito chorão. A platéia exigiu várias “saideiras”, e o grupo atendeu, garantindo a alegria daqueles que, após o agitado recesso carnavalesco, estavam em busca de ambiente e sonoridades mais intimistas.

Fábio Cezanne
Assessoria de Imprensa