domingo, 3 de julho de 2011

Chico Batera - entrevista de 11 de junho de 2011 na Arlequim


Chico Batera e seus convidados: Leandro Braga (piano), Fernando Souza (baixo) e a cantora Tereza Costa

Chico Batera, percussionista, baterista e compositor - um dos grandes nomes da música brasileira - comemorou seus 50 anos de carreira na Arlequim.
Chico, além da MPB, conviveu com o Jazz, música latina, experimentando diversos instrumentos de percussão.
Atuou com Tom Jobim, Elis Regina, Milton Nascimento, Djavan, Gilberto Gil, Sérgio Mendes, Milton Nascimento, Raul Seixas, entre outros, sendo parceiro de Chico Buarque desde os anos 1970. Fez participações memoráveis em turnês internacionais com João Gilberto e Gal Costa. Gravou com Michel Legrand, Gerald Wilson, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Quincy Jones, Joni Mitchel, Cat Stevens e The Doors.
O músico, de carreira bem-sucedida, tem o reconhecimento internacional e possui sete discos autorais lançados.

Que balanço você faz dos 50 anos de carreira?
Eu estava pensando justamente nisso hoje, a melhor coisa desse tempo é a confiança que se adquire entre seus amigos de profissão. Ter o respeito do seu público e no seu meio, não de qualquer um, mas dos músicos “faixa preta”. Ligar para um Wagner Tiso, Leo Gandelman, Arthur Maia e o cara falar: “Que horas é Chico? Vamos lá”, sem perguntar mais nada, dá uma grande satisfação. Veja que para este evento convidei Fernando Souza e Leandro Braga e eles aceitaram sem pestanejar.

O que achou de tocar na Arlequim?
Confesso que gosto muito da Arlequim, e de longa data. Desde quando gravava independente recebi grande suporte na veiculação de meus trabalhos. É um pessoal que joga no teu time. Uma das poucas lojas que tem boa seleção de música e ambiente agradável. Além disso, o público da Arlequim é especial. Tem sede de música, isso alimenta as apresentações.

Você também é famoso por contar casos inusitados. Lembra de algum?
Músico que toca na night, na madrugada, sinceramente vê e ouve cada coisa. Ao final de uma dessas apresentações em que toquei bateria intensamente me perguntaram: “E aí Chico, você gosta de tocar bateria?” Respondi: “Não! Estava em casa sem fazer nada e resolvi aparecer por aqui...”

Diante das transformações das mídias, o que você sugere para os músicos?
É essencial ter bons lugares para se apresentar. Música é presença. Quanto às redes sociais é um ótimo espaço para se estreitar parcerias.

Martha Sutter

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Chico Batera Comemora 50 Anos de Carreira na Arlequim

No término de toda festa, a cozinha é sempre o lugar mais aconchegante, mas também o último a ser lembrado, a menos quando se é mal servido. Na música, a percussão e a bateria também se encaixam neste contexto. Francisco José Tavares de Souza seria mais um nome comum se este não fosse associado ao seu instrumento que tanto já acompanhou com maestria alguns dos trabalhos mais importantes da MPB. Certamente aos amantes da boa música brasileira, o baterista Chico Batera é lembrado como parte integrante de grandes trabalhos de nomes da nossa música. Chico Buarque, Johnny Alf, Tom Jobim, Elis Regina, João Gilberto, Milton Nascimento, Djavan, Gilberto Gil e Sérgio Mendes são alguns dos grandes nomes com quem trabalhou.

Sua apresentação, realizada no dia 11 de junho em comemoração aos cinquenta anos de carreira, é marcada pela espontaneidade. O músico é acompanhado por Fernando Souza no baixo pelo pianista e arranjador Leandro Braga, que como próprio Chico Batera tem em sua carreira trabalhos com os grandes da MPB, e conta com a especial participação da cantora Tereza Costa.

Ao ouvirmos "Samba de Verão" de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle logo percebemos o moti vo pelo qual o músico sempre foi convidado a fazer trabalhos dos mais importantes com nomes de destaque do cenário da música brasileira. Uma faixa irretocavél. Já em "Samba de Uma Nota Só" de Tom Jobim e Newton Mendonça é interpretado ao vibrafone, instrumento que Chico tem muito apreço. Mas talvez a grande surpresa da tarde tenha sido a interpretação jazzística de "Asa Branca" de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga.

Letícia Petrochesky

Assista alguns trechos da apresentação: