No sábado do dia 09 de abril a Arlequim teve a honra de receber o mestre Nicanor Teixiera, que se apresentou ao lado da violonista Maria Haro. Com seus 82 anos, o compositor mostrou para o público presente suas obras, como também peças de Dilermando Reis e de Othon Salleiro. Maria Haro, conhecedora e divulgadora da obra de Nicanor, lançou em 2007 o CD "Fina Flor" com o repertório do mestre. Jorge Alex
A apresentação de choro do último sábado na Arlequim teve um toque de milonga. Rogério Souza (violão de 7 cordas) e o argentino Matias Arriazu (violão de 8 cordas) dialogaram, cada um com seu sotaque, em boa harmonia, executando temas de Dilermando Reis, Jacob do Bandolim e de autores sul-americanos. Os músicos apresentaram um tema argentino (em detalhe no vídeo), de nome e autor desconhecidos para eles, muito provavelmente do início do XX, e que curiosamente lembra o estilo de Ernesto Nazareth. Eles contaram ainda com a participação do bandolinista paranaense Daniel Migliavacca no encerramento e fizeram o movimento acelerado que pede o choro “A Ginga do Mané” do sempre lembrado Jacob. Marcio Pinheiro
A Arlequim nos últimos meses tem apresentado ótimos saraus de choro para seu público. No último sábado, dia 19/03, não foi diferente. A loja teve o prazer de receber pela primeira vez os músicos Pedro Amorim (bandolim e violão tenor) e Julião Pinheiro (violão de 7 cordas). Pedro Amorim é uma das referências do bandolim no choro. Fez parte da primeira formação do grupo Nó Em Pingo D’água, no início da década de 1980, ao lado de Rogério Souza e Mário Seve, integrou o elogiado O Trio, com Maurício Carrilho e Paulo Sérgio Santos, nos anos 90 e tem participado de inúmeros projetos da gravadora Acari, ligados à história e memória do choro. Em 2001, lançou por esse selo sua obra-prima: Violão Tenor, um trabalho autoral totalmente dedicado a esse instrumento. O CD é até hoje um dos destaques da seção de choro da Arlequim. O bandolinista também leciona na Escola Portátil de Música, contribuindo assim para a formação de novos chorões. Julião Pinheiro, por sua vez, é da nova geração de músicos e integra o excelente grupo Regional Carioca.
No sarau de sábado, o bandolinista apresentou, acompanhado do jovem violonista, algumas composições suas, como Schottisch-Tango (em detalhe no vídeo), lembrou Jacob do Bandolim em Simplicidade e na valsa Salões Imperiais e fez uma homenagem ao compositor e bandolinista Rossini Ferreira, relendo o choro Recado.
No dia 19 de fevereiro o chorão niteroiense Rogério Souza tocou com Marcílio Lopes, bandolinista do grupo de choro Água de Moringa. O encontro descontraído rendeu ótimas leituras de clássicos como “1 x 0” (Pixinguinha) e “Tico-tico no Fubá” (Zequinha de Abreu) e casou com perfeição as baixarias do violão 7 cordas do Rogério com os solos de Marcílio. A apresentação contou ainda com a participação de Ranjan Ramchandani, jovem músico indiano radicado nos Estados Unidos que aprendeu aqui todos os requintes do toque do pandeiro.
Marcio Pinheiro
O bandolim tem um papel importante na história da música brasileira. Luperce Miranda e Jacob do Bandolim se destacaram na era de ouro do choro e fizeram escola com o instrumento. Eles influenciaram e formaram gerações de músicos como Déo Rian, Joel Nascimento, Ronaldo do Bandolim, Pedro Amorim e Rodrigo Lessa. Atualmente, o bandolinista que mais se destaca no cenário da nossa música é, sem dúvida, Hamilton de Holanda.
O contato de Hamilton de Holanda com o choro foi nas rodas de Brasília, no conceituado Clube do Choro. Foi na Capital Federal que o bandolinista construiu sua formação musical, tendo como fonte clássicos de Jacob, Pixinguinha e de outros antigos chorões. Ele foi em busca de um caminho próprio, original, sem perder de vista essa fonte. Percebe-se que a música que Hamilton constrói é moderna, do nosso tempo, inovadora, e que mantém as antigas referências. Tendo a ideia de acrescentar mais um par de cordas ao bandolim, o músico foi em busca de novas sonoridades para o choro e outros estilos musicais. Uma frase sempre contida nas contra-capas dos seus CDs evidencia muito bem sua busca na música: “Moderno é tradição”. Ao longo da sua carreira, Hamilton apresentou toda sua versatilidade com seu bandolim 10 cordas. Participou de vários projetos e formou diversas parcerias com grupos e duetos. Fez parcerias com Marco Pereira, Gabriel Grossi, o bandolinista americano Mike Marshall, o mestre Joel Nascimento, o grupo venezuelano Gurrufío e André Mehmari, com quem acaba de lançar um novo trabalho, o CD GismontiPascoal. No dia 22 de janeiro, Hamilton de Holanda lançou na Arlequim um de seus trabalhos mais recentes, o CD solo Esperança. Com um grande público presente, Hamilton apresentou composições suas, como “Negro Samba” e “Esperança”, tocou um dos clássicos de Pixinguinha, o choro “Vou Vivendo”, e fez a sua versão para o “Canto de Ossanha”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Marcio Pinheiro
No dia 15 de janeiro a Arlequim retomou as apresentações musicais de sábado com Choro de primeira qualidade. O violonista Rogério Souza, presença marcante nos choros da Arlequim, convidou seu conterrâneo de Niterói, o cavaquinista Márcio Hulk, para fazer um tributo ao lendário Waldir Azevedo. No repertório, a dupla intercalou clássicos do homenageado, como “Delicado” e “Você, Carinho e Amor”, com choros do seu “rival” Jacob do Bandolim e de Pixinguinha. Márcio Hulk e Rogério Souza tocaram com muita emoção “Minhas Mãos, Meu Cavaquinho”, conhecida pelos trechos da “Ave Maria” de Gonoud, composta depois que Waldir se recuperou de um acidente na mão esquerda, em meados de 1970. A dupla encerrou com o clássico “Brasileirinho”, uma das referências principais do choro.
Marcio Pinheiro
No dia 18 de dezembro, a Arlequim encerrou em grande estilo a série de apresentações musicais deste ano, com Rogério Souza (violão de 7 cordas) e Rodrigo Lessa (bandolim), integrantes do grupo Nó Em Pingo D’água. A dupla apresentou versões de grandes clássicos, com arranjos bem elaborados e muito improviso, como em “Notícia” (Nelson Cavaquinho) e “Samba e Amor” (Chico Buarque). Os músicos finalizaram com “Tico-tico no fubá” de Zequinha de Abreu, fazendo uma fusão entre o tango e o choro.
Há quase 20 anos, ponto de encontro daqueles que gostam da boa música, do cinema autoral, de um bom almoço com os amigos ou de um bom livro.
A Arlequim tem em seu acervo coleções de cds e dvds argentinos e latino-americanos, jazz, filmes mudos e do notável selo Criterion, além de todo catálogo das principais editoras e gravadoras nacionais e internacionais.
E o que você não encontrar no site ou na loja, nós encomendamos pra você.